A descoberta do Buda - Sammasati - Despertando o amor!

A descoberta do Buda – Sammasati

Sutra: Numa única palavra, tudo o que é significativo está contido: Sammasati.

Osho: Gautama, o Buda, não é o único buda na história do mundo: milhares de budas vivem e já viveram no mundo, em diferentes partes do mundo. Eles podem não ser conhecidos como “budas”, mas “buda” simplesmente significa “o desperto”.

A palavra “buda” simplesmente quer dizer “o desperto”. Esse não era o nome dele. Seu nome era Gautama Sidarta. Quando ele se tornou iluminado, aqueles que compreenderam sua iluminação começaram a chamá-lo de Gautama, o Buda. Mas a palavra “buda”, de acordo também com Gautama, o Buda, é simplesmente inerente a todo ser humano, e não somente a todo ser humano, mas a todo ser vivo. É a qualidade intrínseca de todo mundo. Todo mundo tem direito, por nascimento, de tornar-se um buda.

Qualquer pessoa desperta, em qualquer lugar do mundo, tem o direito de ser chamado de “buda”. Gautama, o Buda, é somente um dos milhões de budas que aconteceram e que acontecerão.

A única qualidade que o buda tem, no centro do seu ser, é a observação, o testemunhar. Testemunhar é o todo da espiritualidade resumida numa única palavra. Testemunhe que você não é o corpo, testemunhe que você não é a mente e testemunhe que você é somente a testemunha. Apenas um espelho refletindo – sem nenhum julgamento, sem nenhuma apreciação, sem nenhuma condenação – espelho puro. Eis o que o buda é.

Ser um buda não é ser budista. O budista é um seguidor, o buda sabe. No momento em que você conhece sua própria condição de buda, você conhece todos os budas – a experiência é a mesma.

Fique silencioso. Feche os olhos. Esse é o caminho. Lá, no fim do caminho, você é o buda.

E a jornada é muito curta – um único passo. Só é preciso total urgência e absoluta honestidade para olhar direto dentro do seu próprio ser. Lá está o espelho; o espelho é buda. Ele é sua natureza eterna, você tem de entrar cada vez mais fundo, até descobrir a si mesmo. Não hesite. Não há nenhum medo.

É claro, você está sozinho, mas essa solitude é uma experiência enorme, bela. E neste caminho você não encontrará ninguém, exceto você mesmo.

Relaxe e seja apenas um espelho observador, que testemunha, refletindo tudo. Nem aquelas coisas têm a intenção de ser refletidas, nem você tem intenção de captar seus reflexos. Simplesmente seja um lago silencioso refletindo, e toda bem-aventurança é sua.

Este momento presente se torna a não-mente, o não-tempo, apenas uma pureza, um espaço sem fronteiras. Essa é a sua liberdade

E a menos que você seja um buda, você não é livre. Você não conhece nada da liberdade.

Deixe essa experiência mergulhar fundo em cada fibra do seu ser. Fique ensopado, encharcado. Quando você voltar, volte encharcado com a névoa da sua natureza búdica.

E lembre-se desse espaço, desse caminho, porque você tem de carrega-lo durante as vinte e quatro horas em todas as suas ações. Sentado, em pé, andando, dormindo, você permanece um buda.

Então, toda a existência se torna um êxtase.

Raoni Duarte: Não importa quando será dentro do eterno agora, não importa em qual planeta, não importa em qual galáxia, em algum momento da jornada você irá despertar, em algum momento se tornará um buda. E dizer que um dia você se tornará um buda é apenas uma forma de expressão, pois, na verdade, você já é um buda – estar desperto é o seu estado natural.

E estar desperto é se tornar o observador, é se colocar no seu devido lugar. Em última instância nós não existimos, quem existe é Ele, o Todo, se manifestando através de nós. E isso corresponde a dizer que nada é feito por nós, e sim, através de nós; nós somos apenas o canal, nós somos o meio. E é por isso que Gautama bateu tanto na tecla de que nós somos o observador, de que nós somos a testemunha – aquele que testemunha Deus se manifestar.

Então enquanto você se achar alguém diferente do Todo, diferente de Deus, quer dizer que estará identificado com o “eu” egóico, o “eu” que se acha inferior, que se acha menor, que se acha tudo, menos Deus.

Desde crianças nós somos doutrinados a querermos ser alguém na vida, a nos tornarmos alguém vitorioso quando, na verdade, o simples desejo de se tornar alguém já demonstra uma total incompreensão em relação a dinâmica da existência.

E isso corresponde a dizer que o trabalho de todo buscador espiritual não diz respeito a se tornar alguém, e sim, a si desidentificar do eu ilusório criado pelo ego e permitir que o seu verdadeiro eu tome as rédeas da situação, é dar lugar para a sua verdadeira essência manifestar o seu propósito.

Então essa é a nossa missão no projeto Terra da terceira dimensão: em meio a falsa sensação de materialidade, de separação, em meio a um ambiente pré-programado para nos manter na ilusão, despertar, acordar do longo sonho.

Esqueça tudo o que falaram sobre quem você é, esqueça tudo que falaram sobre quem você deve ser, descubra por si só. Mergulhe de cabeça para dentro de si e não meça esforços para chegar até o fim.

Não desista no primeiro obstáculo, muito menos no mais alto, eles existem porque você os criou e somente você tem a chave para transcendê-los.

Se livre de todas as barreiras mentais, de todas as crenças que o mantêm preso na ilusão de que você está separado da Fonte e eis a mágica, eis o buda.

Busque conhecimento, emita amor, seja luz!

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