Sobre o autor

Todo trabalho espiritual é cercado de dúvidas e não é para menos, afinal, o que os olhos não veem, o coração não sente.

Com o Despertando não é diferente, e nem tem por que ser. As pessoas querem saber o que está por “trás” do trabalho, de onde provém as informações que são transmitidas.

Então o objetivo deste texto é esse, apresentar o que está por trás do projeto.

Quem me conhece sabe que nunca fui de me expor, minha participação nas redes sociais sempre foi perto de zero. Mas reconheço que é de direito de quem está acompanhando o Despertando, saber quem é esse que vos “fala”. Não só direito, é dever de todos aqueles que estão procurando conhecimento pesquisar as origens dele, pois, infelizmente, existe muito lobo em pele de cordeiro por aí.

Esse texto servirá, também, como uma espécie de referências bibliográficas. Iremos explorar, um pouco, cada uma das principais fontes de conhecimento utilizadas.

Então vamos lá!

Nascido e criado em Santa Fé do Sul – SP. Integrante mais novo da família composta pela Naí (minha irmã), dona Elisete (minha mamis) e nada menos que o professor Tupã, meu querido coroa que há alguns anos guia nossos passos do lado de lá.

Como toda família de classe média, fui educado para fazer uma boa universidade, conseguir um bom emprego, constituir família e ter um final de vida o mais confortável possível.

E assim, aos 19 anos, sai de casa para fazer meu segundo ano de cursinho e iniciar minha caminhada. Após um colegial regado a samba e primeiro namoro, foram necessários dois anos de cursinho para finalmente atingir o primeiro passo, ingressar na universidade.

Mas valeu a pena, finalmente eu era aluno de Ciência da Computação na UNESP.

O curso tem duração de 4 anos, mas para garantir o melhor conhecimento, fiz em 5. Algumas matérias fiz 3 vezes, para ter certeza que nenhuma informação estava ficando para trás. 😉

Após 6 anos maravilhosos em São José do Rio Preto e de canudo na mão, era hora de virar gente grande. E na minha área o destino, na maioria das vezes, são as capitais, e no meu caso, foi São Paulo. De malas prontas, e dona Elisete com o coração apertado na terrinha, era hora de encarar a Babilônia.

E profissionalmente eu tive “sorte”, com menos de uma semana de formado, um amigo conseguiu uma entrevista na empresa onde ele trabalhava, e uma semana depois, eu estava empregado.

E não tinha melhor lugar para começar, empresa pequena, que fornece treinamento para os ingressantes, tudo que eu precisava. Assim como foi o colegial, meus anos universitários foram regados a muita música e pouco estudo, era hora de aprender de verdade.

Atuei como programador durante um ano e meio, até que minha atuação começou a ficar limitada, muito pelo tamanho da empresa, logo, era hora de experimentar o corporativismo. Outra vez a sorte sorriu para mim, e em menos de um mês após decidir experimentar novos ares, estava empregado no Itaú Unibanco.

Agora o cenário estava montado: já tinha um pouquinho de experiência e estava em uma grande empresa, era hora de crescer profissionalmente, ganhar grana, e constituir família com o maior conforto possível. E assim iniciei minha caminhada corporativa.

Após alguns meses necessários para a adaptação, achei meu lugar e comecei a trabalhar 100% focado. Nunca fui dos mais inteligentes, muito pelo contrário, sempre estive na turma do fundão, sempre tive dificuldade para focar no estudo, mas o pretinho aqui quando pega pra fazer, faz com o coração, e no trampo, não foi diferente. Após um ano de muita dedicação, consegui a tão sonhada promoção de cargo, e não foi só isso, fui avaliado como diferenciado, o que corresponde aos mais bem avaliados do cargo, o que me rendeu uma graninha extra.

E falar que o sistema de recompensas não existe é mentira, é óbvio que eu estava feliz, com o ego lá em cima, pois, um diferenciado, é visto como referência para os demais. Enchia a boca para contar para minha família e amigos, afinal, apesar de ser uma simples promoção de júnior para pleno, era o máximo que podia alcançar no momento.

Aí que vem, mesmo no ápice, confesso que o prazer sentido não foi aquela Brastemp, lógico que o ego infla, o bolso fica mais cheio, e as possibilidades, maiores. Mas falar que foi a maior felicidade da minha vida, de jeito nenhum.

De qualquer maneira, era hora de comemorar e descansar um pouco. De férias e malas prontas, fui viajar, o destino, Arraial D’Ajuda – Bahia.

E confesso, tomei um cruzado na ponta do queixo da Bahia, que energia, que lugar…

Cenário perfeito para o que eu estava precisando, descansar e rever o ano que tive, afinal, o resultado é importante, mas tudo tem um custo, e precisa ser avaliado. De cara fiz amizade com uns hippies que estavam na cidade, no começo alguns ficaram meio assim, um cara com bermuda bacana, camisetinha da moda, gera um pé atrás dos hippies mais conservadores, mas logo logo entenderam que o menino é gente boa e tinha o que acrescentar.

E nessa viagem minha vida mudou. Nas minhas reflexões sobre o ano que acabara de ter, ficou claro que, para chegar a promoção de cargo, para conseguir a grana extra, muito do que eu gostava de fazer estava sendo sacrificado. Eu não tinha mais tempo para música, que é algo que sempre esteve presente na minha vida e amo fazer. O pouco tempo que me restava, eu usava para descansar, pois o ritmo de vida que estava levando não me permitia fazer outra coisa.

E o mais importante, constatei que a minha forma de pensar, a maneira como interpretava a vida, era muito mais próxima dos hippies que tinha acabado de conhecer, do que das pessoas que estavam ao meu redor no trabalho.

Nos poucos dias que fiquei em Arraial, eu tive a certeza que a vida que eu estava levando até podia ser considerada a ideal para a sociedade, mas nada tinha a ver com a minha essência. Foram dias que realmente me levaram a uma série de questionamentos que me fizeram chegar a uma triste conclusão: eu não era feliz.

Eu nunca me senti à vontade com as energias que rolam no meio corporativo. Sempre me incomodou o incentivo a competição que existe, camuflada em programas de meritocracia. O interesse próprio frente ao interesse da própria empresa a todo momento, o ego gigante daqueles que estão nas cadeiras superiores. Nunca vi sentido nisso.

Eu parti de Arraial com a certeza de que o mais certo a se fazer na minha vida era chegar em São Paulo, arrumar minhas coisas, voltar para Arraial e iniciar uma nova vida.

Mas as coisas não são tão simples assim, e bastaram algumas semanas em São Paulo para que toda aquela certeza se tornasse dúvida, afinal, precisamos da energia do dinheiro para sobreviver, e eu, naquele momento, não tinha recursos para me manter sem trabalhar.

Iniciava-se aí os tempos mais difíceis da minha vida. Eu não tinha o mínimo de ânimo para trabalhar, nada mais do que eu estava vivendo fazia sentido. Meus gestores não conseguiam entender, eu tinha acabado de ser promovido, tinha saído de férias, não fazia sentido nenhum estar da maneira que estava.

Foram meses de muita tristeza. Até que eu cheguei à seguinte conclusão: eu não sabia exatamente o que queria fazer, mas tinha uma única certeza, não queria mais viver o que estava vivendo. Levantei a cabeça, reuni forças, e decidi que iria focar em juntar grana o suficiente para que pudesse ficar um tempo sem trabalhar.

Foram necessários 2 anos para eu conseguir o montante que tinha estipulado para iniciar minha nova fase. Explicar tudo isso para minha família e amigos não foi nada fácil, era junho de 2015, estávamos no início da crise, onde, aqueles que estavam empregados, davam graças a Deus por ter um emprego, e eu, estava pedindo demissão.

Para amenizar a situação para minha família, e até para mim, antes de sair, iniciei dois projetos que poderiam me dar um lucro no futuro.

No dia 2 de junho de 2015 trabalhei minhas últimas horas e parti para uma nova fase. Na época namorava uma menina de Campinas, e “coincidentemente”, vagou um quarto na casa de um grande amigo meu que morava em Sousas, distrito de Campinas. Cenário ideal para o que precisava, casa grande, em meio a natureza, com todos os elementos necessários para o meu recomeço.

Agora eu era dono do meu próprio tempo, e podia trabalhar a hora que quisesse.

Acontece que não foi necessário nem um mês para eu abandonar os dois projetos que tinha acabado de iniciar, o motivo, não estava feliz tocando eles. Mesmo podendo trabalhar a hora que eu bem entendesse, ainda não era o que eu queria fazer. E não podia cometer o mesmo erro, o de não ser feliz fazendo o que estava fazendo.

Foi aí que fiz o melhor acordo da minha vida, “virei-me para mim” e falei: ok Raoni, você venceu, faça apenas o que você quiser.

E acordo é acordo, e eu estava disposto a cumpri-lo. A partir desse momento, eu respeitei totalmente minha natureza. Isso quer dizer que eu dormia a hora que o olho fechava, acordava a hora que ele abria, comia a hora que dava fome, bebia, a hora que desse sede. Sem despertador, sem afazeres pré-programados, fazia somente o que tinha vontade, a hora que tinha vontade. Por muitas vezes a mente tentava me sabotar dizendo: já faz horas que você está aí deitado nessa rede, não acha que está na hora de fazer algo produtivo? Mais do que depressa eu rebatia: eu estou fazendo algo produtivo, estou cumprindo um acordo, e o combinado, não sai caro.

E foi cumprindo esse acordo que um dia, olhando o feed do face, me deparei com um post do único hippie que eu tinha mantido contato, e o conteúdo tinha o título: agenda reptiliana. Assim que terminei de ler pensei: reptilianos? Desde quando lagarto, cobra, sapo, tem agenda? Que que esse cara tá falando? E mais, nos tópicos da agenda só tinha coisas ruins. Logo pensei: cara, esse hippie se perdeu nas drogas, só pode…

Mas aquilo ficou na minha cabeça, e não passou muito tempo até que eu abri o youtube e digitei: reptilianos. Um dos vídeos que me chamou atenção, inicialmente, foi o do Domingos Takeshita, o Tak. Pra quem não conhece, o Tak é um tiozinho que mora na região da Mantiqueira, tem um trabalho super bacana com orgonites, e atua na “linha de frente” na luta contra os reptilianos.

Ao terminar o vídeo eu achei tudo aquilo bem estranho, acabara de ouvir que existem seres negativos, que nos “atacam” o tempo inteiro, e que evoluíram a partir dos répteis. Muita informação nova.

Observei que no canal do youtube do Tak existiam outros vídeos com temas diversos, e como me identifiquei com a forma dele transmitir o conteúdo, resolvi dar uma conferida em mais vídeos. E já no segundo eu não me contive de alegria, finalmente eu tinha encontrado alguém que falasse alguma coisa que me fazia sentido. Assisti todos os vídeos em questão de dias, afinal, eu estava com vontade, e o acordo, ainda estava valendo.

Gratidão eterna ao Tak, pois, foi através dele que eu me iniciei na “espiritualidade”.

Apesar de vir de uma família católica atuante, nunca me sentia à vontade dentro da igreja, não conseguia focar no que o padre falava, logo, não vi ali minha espiritualidade.

Quando eu resolvi pedir demissão e mudar de vida, eu sentia que estava procurando algo que não era possível observar com nossos olhos físicos, era hora de eu buscar algo diferente, era hora de encontrar o “outro lado”.

Só que tem um detalhe, eu sou de exatas, e esse papo místico das coisas nunca me comoveu, eu queria explicações, queria encontrar a lógica, e por mais que muitas pessoas me falassem que nem tudo possa ser compreendido, que Deus é um mistério, eu não sentia isso, eu sabia que podia entender, eu queria isso.

E foi em um vídeo do Tak que ele mencionou o professor Hélio Couto. Mais do que depressa fui pesquisar sobre esse tal professor, e me deparei com muito conteúdo. Era hora de “experimentar” um novo canal de informações.

Hélio Couto, esse é o nome da fera. Por trás daquele jeito todo sério, de terno e gravata, existe um grande coração, existe muita Luz. Era o que me faltava, alguém que me explicasse a lógica que está por trás de tudo, e foi através da mecânica quântica que o professor abriu meus olhos, e mais, abriu meu coração. Muita gente não gosta do trabalho dele exatamente por esse jeito sério, bem voltado pra exatas, ao invés daquele estereótipo guru que acostumamos ver por aí, com roupas orientais e frases bonitas de como ser feliz. Não, com o professor é preto no branco, não tem espaço para “misticismo”.

Mas confesso que, para mim, o que saia da boca do professor era poesia, os primeiros vídeos que vi, foi difícil controlar a emoção. Eu não conseguia conter a felicidade que tomava conta de mim ao começar a entender não somente sobre mim mesmo, mas começar a entender sobre tudo que compõe a existência. E a cada minuto assistido, cada informação que eu recebia, as lágrimas escorreriam aos montes. E eram lágrimas da mais pura alegria, mal sabia eu que estava passando por uma grande catarse naquele momento.

E foi necessária muita humildade, pois tive que assistir algumas palestras mais de uma vez. Em quase todas, eu parava e voltava algum trecho que não tinha entendido, se não ficasse claro, corria para o google e pesquisava mais. Eu não estava preocupado em falar: ponto! Mais uma palestra assistida. Não, eu queria entender todo o conteúdo que estava sendo passado e não media esforços para isso.

Nessa época eu me afundei nos estudos, passava, em média, 12 horas por dia dedicado a expansão de consciência. Intercalava as palestras com sessões de meditação. A cada vídeo assistido, corria para o fundo de casa, onde passava um rio e era o lugar com mais natureza, e meditava de posse das novas informações que tinha recebido. O resultado? Muito choro, muita catarse e muita felicidade em estar me encontrando, e mais, em estar recebendo ainda mais informações, pois, quanto mais estudava, quanto mais meditava, mais minha consciência se expandia, a ponto de nas últimas palestras que vi, eu já era capaz de completar o raciocínio que o professor estava utilizando. Aí eu pensava: como eu sei isso se eu não tinha assistido essa palestra ainda, se não vi essa informação em nenhum outro lugar? Eis aí que percebi, minha mediunidade estava a flor da pele.

E não foi pouco conteúdo não, o professor tem mais de 70 palestras, com média de duração chegando perto das 3 horas. E eu, assisti todas em menos de um mês. Além das palestras, ele tem um site recheado de artigos, os quais eu não deixei nenhum para trás também. Isso além dos livros que ele distribui de forma gratuita, basta passar seu endereço, que ele chegará, e você, não paga nem o frete.

Tenho uma imensa gratidão pelo trabalho do professor Hélio Couto. O que esse irmão está fazendo pela evolução da humanidade terrena é digno de prêmio Nobel. Um dia todos irão reconhecer isso.

Ele é detentor do que, na minha humilde opinião, se trata da tecnologia mais avançada da Terra. Essa tecnologia se chama Ressonância Harmônica e em breve falaremos sobre ela.

Através do seu trabalho, o véu se rasgou para mim. A lógica que eu tanto pedia, que eu tanto desejava, realmente existia, e eu, havia a compreendido. E eu não “devorei” todo o conteúdo do professor Hélio Couto ainda mais rápido porque nesse meio tempo, através de outro vídeo do Tak, conheci o trabalho do Fábio Del Santoro.

E tá aí outra fera: Fábio Del Santoro. Comandante Uraniano encarnado na Terra com uma missão linda: ser a ponte entre nossos irmãos estelares ligados ao Todo, e nós, humanos terrenos encarnados na terceira dimensão.

Pra quem não o conhece, o Fábio é portador de uma habilidade extra-sensorial incrível, e assim, cede seu aparelho físico para receber e transcrever, em livros e vídeos, todo o conhecimento que nossos irmãos estelares nos passam.

O primeiro livro que li dele foi o Conexão Urano 2.  Ao me deparar com a energia uraniana eu entrei em transe, a cada página que eu lia, eu chorava compulsivamente. Era uma alegria indescritível, finalmente eu tinha achado minha “turma”. Mesmo antes de iniciar meus estudos, eu já não duvidava que poderia existir vida fora da Terra. Eu sempre pensava: o universo é muito grande, é muito provável que exista vida além daqui. Não via problema algum em existir seres com características diferentes, que precisassem de outros parâmetros, diferentes dos encontrados na Terra, para manter suas vidas. Mas até então, nunca tinha me aprofundado no assunto.

E foi através do trabalho do Fábio que eu conheci a vida no universo. Ele tem livro em parceria com: uranianos, arcturianos, andromedanos, felinos, e com certeza, terá com qualquer ser ligado ao Todo que queira passar conhecimento para os humanos terrenos.

Com a ajuda dos nossos irmãos estelares, eu aprendi muito sobre o Todo, aprendi muito sobre como é a vida nos planetas mais evoluídos, e aprendi muito sobre como será a nossa vida em um futuro breve. Eu me abri para o universo, e ele, se abriu para mim.

Foi um período de muito aprendizado e muita catarse. Toda informação que eu recebia, eu fazia questão de experimentá-la, e é aí que a meditação entrava em cena. Foram horas e horas meditando. E tudo fazia sentido, tudo que a mecânica quântica ensinava, era confirmado pelos ensinamentos dos nossos irmãos estelares. A vida nunca tinha feito tanto sentido para mim.

Gratidão imensa irmão Fábio!

Demorei algum tempo para me ligar que, o nome do ser que compõe o título de cada palestra do Hélio Couto, é, na verdade, o nome do responsável por ministrar aquela palestra. O Hélio, no caso, é só o canal físico para que o ser pudesse fazer seu trabalho. Trata-se de uma incorporação consciente “top de linha”.

E foi constatando isso que observei que quem está, fortemente, por trás do trabalho do professor, é nada mais nada menos que Osho, meu bom e velho amigo Rajneesh.

Minha relação com o Osho foi de lá para cá, primeiro, conheci seu trabalho enquanto desencarnado, através do Hélio. Depois, fui pesquisar e estudar sua obra criada nos anos que passou pela Terra.

Se o Osho fosse uma máquina, ele seria uma de poesia. É incrível a habilidade que ele teve em transformar toda a mecânica quântica, que hoje divulga em parceria com o Hélio Couto, em conjuntos de palavras que, aos ouvidos dos despertos, soam como poesia.

Através do Osho conheci Gautama Siddhartha, o Buda, e assim, me abri para a rica cultura oriental, que tanto tem a nos ajudar no caminho da iluminação.

E foram essas fontes de informação que me fizeram chegar lá, tudo começou com o feed sobre reptilianos, o que me levou a conhecer o trabalho do Tak. Por ele, conheci o professor Hélio Couto e o Fábio, e através do professor, Osho.

Isso tudo ocorreu em pouco mais de 2 meses, e nesse período, eu nasci de novo. De menino perdido sem saber o que queria na vida, me tornei um ser universal, que sabia de onde vinha, o que estava fazendo aqui e para onde iria.

Eu tinha entendido e aceitado o Todo, e isso provocou uma expansão de consciência sem precedentes em minha existência. Mas faltava o principal, faltava senti-lo.

No dia 16 de agosto de 2015, ao ir me deitar, ao invés de pegar no sono, entrei em um profundo estado meditativo. E esse estado de consciência me levou para o seguinte cenário: estava eu no último degrau de uma imensa escada. Cada degrau, representava todo meu conhecimento, todas as informações correspondentes a toda minha existência, da minha primeira encarnação, até o presente momento.

Na minha frente, a imensidão, o universo, Ele, o Todo.

E a decisão tinha que ser tomada: ou eu permanecia ali, estagnado em todo o meu conhecimento, o que, até então, tinha sido suficiente para meu ego, ou eu saltava em direção ao Todo.

Acontece que não dava mais para adiar, eu já tinha dado todas as respostas para minha mente, não tinha mais desculpas, para mim mesmo, para manter-me preso a meu ego. Na verdade, não tinha outra escolha.

Então eu saltei, e saltei de cabeça. E naquele momento, como num estalo, tudo fez sentido para mim. E é literalmente fazer sentido, afinal, eu estava sentindo. Se eu disser que foi a maior felicidade que senti na minha vida, eu estarei mentindo, pois, ao dizer isso, estaria assumindo que já tinha sido feliz um dia, e, por isso, seria capaz de comparar. Mas não, foi a primeira vez em toda minha existência que eu era realmente feliz. Foi a primeira vez que sentia a sensação de plenitude.

O desenrolar do universo aconteceu diante meus olhos, e a partir daí, eu não tinha mais dúvidas, não tinha mais medo, não tinha mais qualquer tipo de sofrimento. O único sentimento que existia, era o da mais pura harmonia.

E foi nesse momento que eu me “lembrei”: eu sou Deus, o Todo.

Isso só foi possível porque eu me dei conta da realidade e, na realidade, eu não existo. Quem existe é Ele, Deus. Isso que chamo de “eu”, é apenas um pedacinho Dele, é apenas um meio, um canal para Ele se manifestar. Ele é o verbo, Ele É.

O que aconteceu com Osho aos 21 anos, com Gautama Siddhartha, o Buda, aos 29, comigo, foi aos 30.

Naquele dia, eu me iluminei.

E o termo iluminar-se está incorreto. Uma lâmpada só pode ser acesa, se estiver apagada. Deus, o Todo, é a única Luz que existe, e essa Luz, nunca se apaga. O que acontece é que nosso ego coloca camadas e camadas de todo tipo de “material” tentando bloquear a Luz, porém, é uma questão de tempo para que ele perca força, e assim, a Luz possa se mostrar.

Eu passei vidas e vidas tentando ser alguém, quando na verdade, isso é impossível. Se fosse possível ser alguém, diferente de Deus, o Todo, então teríamos Ele e esse alguém, separados. Mas Ele é tudo que existe, logo, não existe nada separado Dele. Nem mesmo Ele pode ser alguém, pois seria assumir que Ele possa ser algo que ele, atualmente, já não é, o que é impossível, pois Ele É tudo que existiu, existe e existirá.

Me lembro que quando estava pesquisando sobre o Osho, me deparei com a informação de que seu verdadeiro nome é Rajneesh, e antes de ser Osho, ele tinha se autoproclamado Bhagawan, e Bhagawan, quer dizer Deus. Logo pensei: sujeitinho arrogante esse tal de Osho hein, como pode ter a petulância de se autoproclamar Deus?

Hoje entendo o por que, pois, hoje, não tenho a arrogância de achar que posso “eu” ser alguém diferente de Deus, hoje não tenho a petulância de acreditar que possa “eu” existir separado Dele.

Foi preciso entender que sou nada, para sentir que Sou tudo.

O objetivo de todo ser é, consciente ou inconscientemente, atingir a iluminação.

Sentir-se Deus, o Todo, só é possível através de um estado meditativo que eleve a sua consciência ao patamar da Cristo-consciência. E é em manter-me nesse estado que dirijo todos os meus “esforços”. Nada tem mais importância que isso, pois, quando eu estou lá, quando eu estou em silêncio, quieto, é quando Ele se faz através de mim. E nesses momentos, tudo que eu preciso me é concedido. Não aquilo que meu ego quer, isso é a ilusão do querer. Ele me dá exatamente o que eu preciso, afinal, ninguém melhor que Ele para saber o que é melhor para Ele.

E a partir do momento que você se torna consciente da sua divindade, você passa a colocar os seus dons e talentos a serviço do bem maior, a serviço do despertar dos demais irmãos. A forma como eu faço isso é manifestando o meu próposito, é através do Despertando.

Que o amor desperte em todos os seres!

Busque conhecimento, emita amor, seja Luz!

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